Erros frequentes que pesam nos encargos totais do empréstimo da casa
Não negociar, não conhecer com detalhe os encargos do empréstimo da casa ou não alertar o banco em caso de dificuldades financeiras. Eis alguns exemplos de erros cometidos com frequência por quem tem um crédito à habitação e que podem traduzir-se em milhares de euros no final do prazo de financiamento. Saiba como evitá-los.
Antes da contratação de um empréstimo da casa, é comum os clientes bancários realizarem um estudo das ofertas existentes no mercado: consultam vários bancos, pedem diferentes simulações, expõem as suas garantias e esgrimem argumentos para negociar as melhores condições, com o objetivo final de conseguirem negociar o crédito à habitação mais barato.
Mas depois de assinado o contrato de crédito muitas famílias “baixam os braços”. Isto é: limitam-se a pagar as prestações mensais, sem nunca renegociarem as condições do seu financiamento ou tentarem encontrar soluções que lhes permitam reduzir os seus encargos financeiros. Nada de mais errado.
Sendo o crédito à habitação a dívida que mais pesa nos orçamentos das famílias e aquela cujo pagamento se prolonga por mais tempo, os clientes devem manter-se atentos às condições vigentes no mercado e perceber se existe (ou não) alguma forma de diminuírem as despesas associadas ao seu empréstimo da casa.
Conheça os principais “pecados” financeiros cometidos pelas famílias com o crédito habitação e saiba como evitá-los, para poupar dinheiro ao longo do tempo.
Erros frequentes que pesam nos encargos totais do empréstimo da casa
Tem um crédito à habitação? Então evite estes erros e poupe muitos euros nos encargos totais com o empréstimo da casa. O segredo está na adoção de uma postura ativa e de conhecimento das condições oferecidas pelo mercado a cada momento.
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Manter o crédito no mesmo banco até ao fim do empréstimo
Contratar um crédito à habitação é quase como celebrar um casamento: ambas as partes – cliente bancário e instituição de crédito – esperam manter uma relação duradoura até ao final de vida do empréstimo. Mas isso não significa que esta relação tenha de durar para sempre.
Os clientes bancários podem transferir o seu empréstimo da casa para outro banco que ofereça melhores condições financeiras. Ao fazê-lo, o seu perfil de cliente será novamente avaliado, o seu imóvel será sujeito a uma nova avaliação e terá de ser feita uma nova escritura. Importa ainda ter em conta que alguns bancos só aceitam fazer a transferência caso a dívida do empréstimo esteja acima de um determinado montante.
Através deste simulador conseguirá perceber quanto consegue poupar ao transferir o seu crédito à habitação para outra instituição.
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Não olhar para o extrato bancário
Se não souber quais as comissões que está a pagar, os prémios dos seguros suportados ou o valor do spread aplicado ao seu crédito à habitação, dificilmente conseguirá perceber se está a suportar encargos demasiado elevados face às condições que estão a ser oferecidas pelo mercado.
É, por isso, importante analisar os extratos bancários e apurar as condições fixadas pelo seu banco. Só conhecendo as características e encargos da sua dívida estará capacitado para poder negociar melhores condições com o seu banco ou com instituições concorrentes.
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Não renegociar as condições do empréstimo habitação
Ao longo da vida do empréstimo habitação, o cliente bancário pode alterar as condições inicialmente contratadas (desde que exista um acordo com o banco), solicitando:
- uma revisão do spread,
- uma alteração do prazo do indexante,
- uma mudança do regime de taxa de juro,
- um novo prazo do financiamento,
E, na verdade, esta renegociação pode ajudá-lo a poupar milhares de euros. Imagine, por exemplo, que no ano em que celebrou o contrato de crédito, o melhor spread obtido foi de 1,8%. No entanto, passados cinco anos – e devido às alterações do mercado que levaram os bancos a praticar condições de financiamento menos restritivas – as instituições de crédito passaram a oferecer spreads no valor de 0,8%.
Pois bem, se conseguir renegociar o valor do spread poderá baixar consideravelmente os encargos mensais. Vamos às contas: uma redução de um ponto percentual do spread, considerado uma TAN de 5,625% e um empréstimo de 100 mil euros a pagar em 30 anos, resulta numa passagem da prestação mensal de 575 euros para 514 euros. Neste caso, no final de um ano, o cliente poupará 732 euros.
Saiba mais sobre os prós e contras que pode encontrar no processo de renegociação do empréstimo habitação, e as condições especiais que vigoram em 2023.
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Não alertar o banco em caso de dificuldades financeiras
Doença, desemprego, excesso de endividamento ou uma despesa avultada inesperada são situações que podem colocar desafios à gestão dos orçamentos das famílias, impedindo-as, por vezes, de cumprirem com os seus encargos financeiros.
Seja por embaraço ou pela esperança de que a situação possa resolver-se em breve, frequentemente os clientes bancários tardam em contactar os bancos: quando lhes comunicam as suas dificuldades financeiras já estão numa situação limite, com prestações em atraso. No entanto, é importante lembrar que ao não pagar a prestação do empréstimo estará sujeito a penalizações graves.
Para evitar chegar a este tipo de situações, deverá alertar o seu banco logo aos primeiros sinais de dificuldades financeiras. Assim, será mais fácil conseguir encontrar uma solução que lhe permita continuar a pagar os seus encargos sem comprometer a viabilidade do seu orçamento familiar.
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Ignorar os encargos com seguros
Os seguros de vida e multirriscos habitação são uma componente importante dos custos totais do empréstimo da casa. Contudo, muitas vezes os clientes bancários não prestam a devida atenção a estes encargos. É aconselhável fazerem uma revisão das coberturas contratadas – porque ao fim de 10 ou 15 anos de vida do crédito podem já não ser as mais adequadas – mas também uma prospeção do mercado para verificar se existem seguradoras a oferecer prémios mais baixos.
Caso encontrem seguros com valores competitivos e coberturas equivalentes, vale a pena ponderar uma transferência para outra companhia. Aprofunde os cuidados a ter em caso de transferência dos seguros.
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Desconhecer os apoios existentes e quando vigoram
O mercado e a economia estão em constante mudança e evolução. E, periodicamente, os reguladores e os governos vão anunciando medidas (fixas ou temporárias) para proteger ou apoiar os clientes bancários, especialmente, em momentos de crise económica.
É importante estar a par destas medidas para saber como recorrer a estes apoios e salvaguardar a sua estabilidade financeira.
Neste momento vigoram alguns apoios temporários para ajudar as famílias com maiores dificuldades a renegociarem as condições dos seus empréstimos e a suportar os custos relacionados com o aumento súbito das taxas de juro. Descubra o tipo de mecanismos de ajuda direcionados a quem tem empréstimos habitação em vigor e como acioná-los.
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Não amortizar a dívida antecipadamente
Quando existe uma folga financeira, os clientes bancários devem equacionar utilizar as suas poupanças para amortizar antecipadamente o crédito à habitação e assim reduzirem a fatura total com os juros suportados pelo empréstimo da casa.
Por exemplo, uma família com um crédito à habitação no valor de 200 mil euros, a pagar em 40 anos, e com uma TAN média de 3,5%, suportará – só em juros – um total de 171,8 mil euros ao longo da vida do empréstimo. Se a mesma família conseguir reembolsar o financiamento 10 anos antes (em 30 anos em vez de 40), a despesa total com juros descerá para os 123,3 mil euros. Faça aqui a simulação para o seu caso pessoal e descubra quanto pode poupar pela amortização antecipada do seu empréstimo.
Como o crédito à habitação é a dívida mais importante que terá ao longo da sua vida, não “baixe os braços”: faça uma gestão ativa do seu empréstimo da casa e conte com a Twinkloo para apoiar a escolha das melhores soluções de crédito.